Câmara técnica discute a criação de um programa estadual de sementes crioulas

Pensar e definir propostas que fortaleçam as práticas e vivências da agroecologia no âmbito da agricultura familiar. Essa foi a pauta da reunião da Câmara Técnica de Agroecologia e Educação Ambiental, realizada, nesta terça-feira (31), no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Itapuã. 

O encontro, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), visa à construção do Programa Estadual de Sementes, Mudas e Raças Crioulas, que tem como uma das metas fortalecer a certificação participativa dos produtos orgânicos, visto que em dados divulgados em maio deste ano, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Bahia lidera essa produção no Nordeste.

“Certificar o agricultor orgânico garante credibilidade e agrega valor à produção, aumenta a renda familiar e permite que os produtores acessem políticas públicas que incentivam a prática agroecológica”, destaca Ana Cristina Santos, técnica em desenvolvimento rural da Bahiater e coordenadora da Câmara Técnica de Agroecologia.

O Programa Estadual de Sementes, Mudas e Raças Crioulas propõe também a criação de redes territoriais de sementes nos diferentes biomas e a distribuição de sementes tradicionais crioulas ou nativas. “É preciso salvaguardar os recursos genéticos, mantendo a agrodiversidade, preservando e ampliando a soberania alimentar e a produção de sementes agroecológicas”, fundamenta Carlos Eduardo Leite, coordenador executivo do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP) e representante da Articulação de Agroecologia da Bahia (AABA).

 

 

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