Evento internacional discute comercialização e uso de tecnologias digitais na Agricultura Familiar

Os desafios da comercialização e a utilização de tecnologias digitais no âmbito da Agricultura Familiar foi tema de evento internacional, ocorrido na última  quinta-feira (22/04), promovido pela Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com a participação do Governo do Estado, por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vincula à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A atividade foi mediada por Fernando Schwanke, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

Com a apresentação “Do saco amarrado ao código de barras”, o técnico em Desenvolvimento Agroindustrial do Pró-Semiárido, Egnaldo Xavier, falou dos desafios e perspectivas para a comercialização de produtos das organizações econômicas e sobre a atuação do projeto. “Nós temos investido no Assessoramento Técnico Continuado às famílias agricultoras e na estruturação das organizações econômicas com vistas ao acesso a mercados, com acompanhamento de todas as etapas, desde o planejamento da produção, passando pela logística, até a comercialização”, pontuou. 

Ainda na perspectiva de fortalecer os circuitos de comercialização e a conquista de mercados, Egnaldo ressaltou o trabalho do Pró-Semiárido para possibilitar o acesso a políticas públicas de incentivos fiscais, aquisição de capital de giro, selos e certificações de produtos processados e a comercialização para o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. “Para obtermos uma real noção dos desafios da comercialização na agricultura familiar, precisamos enxergar o processo como um todo, o que vem antes da porteira, o que está dentro da porteira e o que vamos encontrar após a porteira”, defendeu.

O apoio do Governo do Estado às organizações econômicas, a partir das ações dos projetos da CAR Pró-Semiárido (FIDA) e Bahia Produtiva (Banco Mundial), foi apresentada pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Uauá, Canudos e Curaçá (Coopercuc) e a Central da Caatinga. Os incentivos para estruturação de agroindústrias e o assessoramento técnico recebidos, desde o planejamento, processamento da produção até à comercialização, assim como o suporte para adaptação dos processos de vendas devido à pandemia, com a adoção de novas tecnologias, foram exemplificados. “As novas tecnologias nos permitiriam fortalecer a divulgação dos produtos em todo país e as vendas para outros países”, assinalou a presidente da Coopercuc, Denise Cardoso.

O presidente da Central da Caatinga, Adilson Ribeiro, falou da atuação da organização no apoio à comercialização da base produtiva, operação direta da comercialização e marketing de valor, e ainda da experiência na adoção de novas tecnologias durante o período da pandemia, com destaque para a elaboração do Guia Prático para Comercialização da Agricultura Familiar – Lições aprendidas no período da pandemia e novas perspectivas. 
 

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