Participação de técnicos e técnicas do Pró-Semiárido no XI CBA é um marco para o projeto

Técnicos e técnicas do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), apresentaram trabalhos científicos de durante o IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). Entre os temas abordados, com expressiva repercussão do público participante, estavam os debates sobre agroecologia, protagonismo de jovens e mulheres e economia solidária, que integram as ações do projeto no Semiárido baiano: “As boas práticas apoiadas pelo Pró-Semiárido. O projeto é uma rede Ecoforte na Bahia”, enfatizou Paulo Petersen um dos coordenadores do evento.  

O Congresso, que aconteceu no período de 04 a 07 de novembro, no Campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, reuniu as redes de agroecologia apoiadas pelo Programa Ecoforte, uma ação que integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) e visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

Participação de técnicos e técnicas do Pró-Semiárido no XI CBA é um marco para o projeto

O reconhecimento do relevante papel do Pró-Semiárido, projeto financiado a partir de acordo de empréstimo entre o Governo da Bahia e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), deu-se em diversos momentos, sobretudo em espaços onde foram apresentados os resultados das metodologias Lume e Cadernetas Agroecológicas.

Tamara Rangel, que atua no Pró-Semiárido por meio Cooperativa de Consultoria, Pesquisa e Serviços de Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopeser), apresentou um artigo sobre o uso das cadernetas agroecológicas, como metodologia de protagonismo das mulheres no Território de Identidade Piemonte da Diamantina: “Com as cadernetas elas [mulheres camponesas] conseguem ver o que produzem e o que consomem e o valor do trabalho delas. Então são ferramentas que andam juntas e visibilizam o protagonismo das mulheres”.

“A participação dos técnicos e técnicas no CBA foi um processo de evolução, na perspectiva de dar visibilidade, em seus trabalhos, à presença das mulheres. O Pró-Semiárido, representado pelas organizações que prestam assistência técnica e extensão Rural (Ater) das entidades que estão aqui, e que atuam com assistência técnica e extensão rural (Ater), visibilizaram a caderneta agroecológica o Lume, o que possibilita um processo de formação continuada, pois permite que os técnicos, mesmo aqueles que têm alguma resistência, possam dar o enfoque de gênero. Nós vimos também as companheiras dos outros projetos parceiros do Fida, e tivemos o prazer de apresentar alguns dos nossos materiais publicados. Eu acredito que isso é um marco”, avaliou a assessora de Gênero do Pró-Semiárido, Elizabeth Siqueira.

Sobre a participação no Congresso, Victor Leonam, o técnico da CAR, que atua no Pró-Semiárido, refletiu sobre a expressividade resultante da visibilidade do projeto no evento, e o quanto isso contribuiu para o reconhecimento do trabalho feito na base, junto às famílias agricultoras: “Estou muito feliz por ver como nosso projeto está bem conectado com as pautas centrais do CBA. Acho que evoluímos muito como pessoa e como militantes e profissionais nesse congresso”.

 

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