Oficinas étnico-raciais contribuem para que comunidades rurais discutam identidade e preconceito

Resgatar e fortalecer a identidade negra e indígena, construindo um processo de reflexão individual e coletivo sobre a discriminação social, racial e de gênero, enfrentada pelos povos e comunidades tradicionais atendidos pelo projeto. Esse é o principal objetivo das oficinas étnico-raciais que estão sendo realizadas junto aos agricultores familiares beneficiários do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)

A primeira oficina aconteceu no último dia 03 na Fazenda Brandão, município de Curaçá, no território Sertão do São Francisco. Lá, cerca de 30 pessoas participaram da formação que reuniu agricultores e agricultoras de outras comunidades próximas, a exemplo de Serra Grande, Marruá, Serra da Besta, Escondido e Fazenda Caladinho. A facilitação da atividade conta com o apoio da entidade Cáritas.

Sobre a oficina, a agricultora Rita de Cássia, que mora na comunidade Caladinho, avaliou que foi uma experiencia maravilhosa: “Eu já participei de outros seminários, palestras e cursos e me comprometo sempre a levar de volta para outras pessoas. O pouquinho que eu sabia eu passei e teve a troca de experiências.  Dos temas que foram discutidos hoje, avalio que ainda precisa de muita conscientização das pessoas para ter políticas públicas para todos”.

Já a agricultora Maria Perpetua, que vive na Serra da Besta, destacou que o preconceito ainda é um grande problema social. “A gente ouviu, aprendeu e vamos compartilhar na comunidade. Gostei de ter sido lembrada dos assuntos porque a gente já ouviu falar nos temas que foram falados aqui. Eu acho errado de ter racismo na cor, porque nós todos somos uma coisa só, somos humanos, filhos de Deus”, refletiu.

As oficinas étnico-raciais fazem parte da estratégia de desenvolvimento do capital humano adotada pelo Pró-Semiárido, projeto financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Ciranda das Crianças

Enquanto os pais refletiam sobre identidade, raça e discriminação, as crianças participavam de um evento paralelo, chamado “ciranda das crianças”. O espaço lúdico-educativo foi pensado para que os/as filhos/as dos/as agricultores/as pudessem ter entretenimento e um espaço para interagir com as outras crianças. A ciranda é facilitada por uma pessoa da comunidade, a/o cirandeira/o, que tem o papel de cuidar e realizar atividades lúdicas com os pequenos. 

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25/04/2018

Oficinas étnico-raciais contribuem para que comunidades rurais discutam identidade e preconceito

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