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Agricultura Familiar

13/03/2018 16:03

SDR promove encontro sobre Educação Popular, Políticas Públicas e Processos de Desenvolvimento Rural

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizou, nesta terça-feira (13), no auditório da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), uma roda de conversa sobre Educação Popular, Políticas Públicas e Processos de Desenvolvimento Rural.

A roda de conversa contou com as presenças de Oscar Jara, presidente do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL) e coordenador do Centro de Estudos e Publicações Alforja na Costa Rica; Rosa Zúñiga, Coordenadora Geral do CEAAL; e gestores e técnicos da SDR, que puderam refletir sobre a gestão pública e a educação popular na gestão governamental, voltadas ao desenvolvimento rural.

Célia Watanabe, gestora da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), explicou que o diálogo adquire sentido na medida em que os gestores e as gestoras, ao assumirem os princípios e diretrizes da educação popular, podem contribuir com a efetivação das políticas públicas inclusivas no meio rural: “Dentro da SDR todos nós atuamos com a formação de agentes de ATER , de gestores, de conselheiros e, principalmente, na formação de agricultores e agricultoras familiares e assentados da reforma agrária. Para nós é muito importante discutir sobre qual formação estamos falando, porque temos uma diretriz de atuação de oferta e de serviços de política, visando a construção da autonomia dos sujeitos do campo, de sua independência, e das questões organizativa e produtiva”.

Para Oscar Jara, o diálogo é importante para trocar experiências que fortalecem a gestão dos processos de participação popular no desenvolvimento rural: “Aqui pudemos conhecer como os profissionais que atuam na gestão dos processos de participação popular no desenvolvimento rural podem contribuir, acrescentar e se aprofundarem, para aprimorar a participação das pessoas, sujeitos principais do processo do desenvolvimento dos que atuam no campo. As políticas públicas não devem ser gerais, mas devem ser assumidas pela população como políticas próprias. Quando se fala das políticas públicas, fala-se da política popular para que as pessoas sejam gestoras do seu próprio processo de desenvolvimento, e é por isso que a gente fala de educação popular, como um processo que desenvolve a capacidade de sermos sujeitos do nosso próprio desenvolvimento”.

Rosa Zúñiga também reforçou a importância do momento de escuta: “Aqui escutamos as experiências desses promotores comunitários que estão na instância de Governo e conhecemos suas preocupações. Tenho mais de 20 anos atuando em processos de educação popular no México, e sei que existem muitas dificuldades que enfrentamos quando estamos na gestão governamental, muitas dificuldades daqui são similares às nossas”.

Zúñiga ainda alertou que “é preciso haver uma combinação entre a política pública, a ação dos movimentos sociais, e a política governamental e territorial, para evitar tensões. É preciso que saibamos manter o diálogo e reconhecer as contradições que existem para definir estratégias”.
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