• Portarias da Secretaria de Desenvolvimento Rural
  • Chocolates da Agricultura Familiar

Bahiater

16/05/2018 10:05

Painéis sobre desenvolvimento rural marcam primeiro dia do encontro de ATER

Uma roda de conversa sobre o contexto dos serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER): Desafios e perspectivas para ampliação e qualificação marcou o primeiro o dia do Encontro Estadual de ATER, que acontece até esta quarta-feira (17), no Hotel Fiesta, em Salvador. O evento é promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater).

A roda de conversa contou com a presença de Jerônimo Rodrigues, secretário da SDR, a superintendente da Bahiater, Célia Watanabe, e Cristina Nascimento, da Rede ATER Nordeste.

“É um grande desafio trabalhar o tema de ATER, pois a assistência técnica não pode ser feita por qualquer técnico e, sobretudo, o serviço deve atender às demandas territoriais, com agentes preparados para compreender o ambiente rural e conhecer as famílias atendidas, aliando conhecimentos e tecnologia que auxiliem o uso racional dos recursos, atentos à proteção ambiental e produção agroecológica", fundamenta Rodrigues.

Para Cristina Nascimento, a perspectiva do serviço de ATER é de potencializar a estrutura da agricultura familiar. Ela afirmou também que é fundamental falar da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER), construída em 2003, com a participação de lideranças e organizações ligadas aos agricultores, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, no intuito de promover melhores condições de vida para a população rural: “Somos sujeitos coletivos, por isso é necessário um programa de formação feito com contribuição dos agricultores, das suas vivências e experiências e que fomente a inclusão das mulheres e dos jovens".

Panorama

A gestora da Bahiater, Célia Watanabe, conduziu um debate sobre o tema Panorama da ATER na Bahia: construindo referências (2015-2018), tendo como convidados Elma Bárbara Gonçalves, agricultora de Euclides da Cunha; Caio Tatamiya, do Fórum Baiano da Agricultura Familiar (FBAF); e Joelson Ferreira, do Assentamento Terra Vista.

"A Bahia é um estado 100% territorializado e isso permite políticas públicas estratégicas, a exemplo dos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAFs), Serviços Municipais de Apoio à Agricultura Familiar (SEMAFs) e da rede de parceiras executoras de ATER, como também de ações de formação de agentes de assistência técnica, como os módulos do Formater", explica Watanabe.

O fortalecimento de ações inclusivas para mulheres e jovens, a demanda por assistência técnica territorializada, novas propostas de metodologia e monitoramento dos trabalhos dos técnicos foram alguns dos pontos levantados durante o debate.

Para Joelson Ferreira, é fundamental a mudança de comportamento de quem realiza a gestão dos serviços de ATER: "Os gestores precisam ficar alertas para desenvolver projetos e políticas que contemplem as comunidades assentadas, quilombolas e indígenas”. Para ele, as ações de fomento devem atender à realidade de cada território, respeitando os biomas e os saberes pois a agricultura é ciência e os agricultores cientistas.

Uma das agricultoras atendidas pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (Ascas), entidade de ATER parceira da SDR, a jovem Elma Bárbara, falou sobre sua experiência e as mudanças que a assistência técnica proporcionou na comunidade Malhada Grande, em Euclides da Cunha: "Hoje eu e outros jovens somos beneficiados com uma Casa de Sementes, cisternas e agora queremos a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jovem".

Após o debate, os participantes foram direcionados para grupos de discussão que visam avaliar as principais questões e soluções sobre gestão, financiamento, execução e qualidade dos serviços de ATER na Bahia
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.