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21/12/2017 18:12

Comenda 2 de Julho é entregue ao téologo Naidison de Quintella pelo trabalho em defesa do semiárido

Dirigentes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) participaram, nesta quinta-feira (21), da homenagem ao coordenador Nacional da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), o teólogo Naidison de Quintella Baptista, que recebeu a Comenda 2 de Julho, a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, afirmou que homenagem é justa e destacou a trajetória de trabalho e dedicação de Naidison, a favor do rural, em especial na região semiárida: “Ele é uma referência para todos e todas. Tem inteligência, determinação, força e coragem, além da capacidade de enxergar coisas de um grande líder, onde é que existem potenciais e faz isso com muita proeza. Essa comenda homenageia pessoas que são referência na construção de uma Bahia livre, melhor. Naidison carrega no seu DNA uma responsabilidade que a Assembleia Legislativa da Bahia reconheceu”.

Rodrigues observou ainda que normalmente as pessoas que recebem essa homenagem são políticos ou magistrados do poder judiciário: “Ele aqui está representando a camada que luta pelo combate à pobreza, por um semiárido mais forte, pelo meio ambiente. Então, é a comenda com duas faces, uma comenda com a sua cara, o seu jeito, e uma comenda com a cara do povo. Parabéns!”.

A proponente da Sessão Especial foi a deputada estadual Fátima Nunes (PT), que fez a indicação aprovada pelos parlamentares da Casa, diante da acentuada dedicação do homenageado, aos trabalhos desenvolvidos em prol da região semiárida baiana: “O valor do trabalho do nosso homenageado supera qualquer decisão do voto. O reconhecimento da grandeza do trabalho dele pela transformação social do semiárido é mais que merecida. Essa homenagem representa um povo que antes vivia em uma terra esquecida e hoje faz parte de um semiárido que tem cor, a cor da luta e do sucesso”.

Semiárido vivo
Emocionado, Naidison declarou que os direitos dos pobres desmoronaram e que é preciso reconstruir, com a força e participação das mulheres, com uma perspectiva coletiva: “Com o passar do tempo, vemos que sozinhos a gente não é nada, mas o coletivo tem força. Essa homenagem não é só minha é de todos nós. Mais do que significativo em minha vida foi ajudar que 1 milhão e 250 mil mulheres deixaram de carregar água na cabeça e mais de 6 milhões passaram a beber água de qualidade e deixaram de beber lama. Mas houve um exército trabalhando para isso. O semiárido é um lugar vivo, de gente inteligente, lutadora e de resistência”.

O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, afirmou que Naidison é um grande mestre, com uma multidão de seguidores: “Com sua sabedoria tem feito com que nós tenhamos as condições de implementar diversas políticas públicas de convivência com o semiárido. Essa homenagem é uma simbologia de toda essa construção histórica que, agora, nós temos o prazer de dizer que o homem está realmente apreendendo a conviver com a seca. Claro que ainda há muito mais a ser feito, mas como o próprio Naidison disse, esse olhar pra frente exige que a gente faça a reflexão de tudo que já aconteceu, e de tudo que ainda precisamos construir para ter uma vida mais digna no semiárido da Bahia”.

Para a coordenadora geral do Movimento de Organização Comunitária (MOC), Célia Firmo, “é um momento muito significativo por reconhecer o papel e a importância de Naidison em um semiárido que tem vida, além dele ser um grande incentivador da luta das mulheres. É um momento de renovação, da esperança, da fé, e da luta de um povo”.
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